sábado, 13 de agosto de 2011

Falo com a boca cheia, desse meu tamanho orgulho


Semana passada, em um desses rotineiros questionamentos que se faz em sala de aula, um mestre perguntou-me: “Quem é o seu Super-Herói favorito” e eu o respondi: “Meu pai”.
Esse velho de quarenta representa para mim não só uma ilustre figura paterna, mas, também, um exemplo. De caráter, de garra, de luta, de bondade e paciência, e desde cedo soube repassar-me isso muito bem.
Foi ele quem me deu o primeiro banho, me fez dormir, me acariciou,brincou,me viu dar os primeiros passos, a pronunciar as primeiras palavras, a dar as primeiras pedaladas, o primeiro dente a cair, e principalmente me educou. Ele fez por mim, e de mim, uma base sólida e firme, com princípios semelhantes aos seus.
Cada dia a mais eu vinha conhecendo esse ser maravilhoso que eu fizera pai. Honesto, trabalhador, de palavra, de bom caráter, com punho firme, brincalhão, sonhador e que sempre prezou muito os estudos.
  fazem dezessete anos que nos vimos pela primeira vez, mas a frase de criança “ Quando crescer quero ser igual ao meu pai” ainda é de grande valia. Porém, hoje tenho conhecimento do porque desde cedo sabia que o deveria ser: só espelha-se naquilo que de fato é bom!
O senhor é quem eu admiro, meu embasamento, meu exemplo, e é com o peito explodindo de orgulho que hoje chamo esse meu grande amigo, alicerce e herói de MEU PAI.
Obrigada pai, por tudo!
Feliz (mais um  dos seus 365) dia dos pais !
http://www.youtube.com/watch?v=y9whWe0dD8Y&playnext=1&list=PL43EADFCDC373E6C6

Maconha e liberação: Na mesma frase?


Há anos a questão da liberação da maconha vem sendo discutida. Porém, a atual repercussão do assunto trás consigo uma indagação muito polêmica: Viável?
A revista Galileu, em sua edição de maio de 2007, trouxe uma declaração escarnificante  do  governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Em seu apoio a liberação, argumentou que mantendo-se o sistema vigente brasileiro, as mortes por tráfico, principalmente nas fronteiras, continuaria aumentando.Todavia, seu uso possui um índice exorbitantemente maior de causas mortais do que seu transporte,  já que, logicamente, um traficante distribui para inúmeros usuários. E segundo ele seria uma saída eficaz. Patético!
Alega-se em oposição o seu uso medicinal em alguns países. Contudo, estudos científicos realizados nos EUA comprovam a existência de medicamentos mais eficazes, menos viciosos e nocivos.  A droga permanece sendo droga em qualquer que seja sua forma ou derivação e, induzir a uma dependência não é uma das atitudes mais racionais no âmbito.
E a saúde da nação? A THC, como também é chamada a erva, causa inúmeras reações como falhas nas funções intelectuais e cognitivas, perda da coordenação motora e enfraquecimento da memória. Uma porta direta para inúmeras mortes.
Então, o governo que tem em mãos um país emergente, deveria analisar a situação nacional e promover melhorias. Liberações fúteis e sem embasamento como tal não modificarão o quadro, muito pelo contrário, apenas agravarão o mesmo.

domingo, 17 de julho de 2011

O Efeito Chuva


(A chuva sempre me lembrará você!)

Os pingos de chuva caem lá fora
“Plic-plocs” aos poucos possuem meus ouvidos
Tornando o ambiente mórbido e frio
Inundado por lembranças tão vivas aqui
Teu sincero sorriso que um dia eu vi     
Fixamente teus olhos em mim
Deixavam-me sem jeito, sem saída
A procurar respostas para o que você via
Questionamento fútil, de nada adiantaria
Passando a te olhar você me dizia
Que a resposta era sentir.
                                                                                                                                                                     
Os pingos de chuva caem lá fora
“Plic-plocs” aos poucos possuem meus ouvidos
Tornando o ambiente mórbido e frio
Como se cada gota fosse uma palavra tua
Sinto ainda tua imensa doçura
Naquela tarde em que me fazia tão tua
Leve mão em minha face a deslizar
Nossos corpos que ali marcaram se encontrar
Estavam postos a se beijar
Somente uma coisa há até hoje a se lamentar
Não nos encontrarmos antes por ali .

Os pingos de chuva caem lá fora
“Plic-plocs” aos poucos possuem meus ouvidos
Tornando o ambiente mórbido e frio
Trazendo-me você que tanto a aprecia
Tua pele clara, tua pele macia
Lindos olhos verdes que nas lentes escondia
No silencio penetrante me fazia bem
E até onde isso me convém?
Este feitiço que me detém
O tempo inimigo, porém
Fez me afastar de ti.

Os pingos de chuva caem lá fora
“Plic-plocs” aos poucos possuem meus ouvidos
Tornando o ambiente mórbido e frio
Agora mais forte e intensamente
Olhando tua foto, impregnando-me você a mente
Que mesmo na distância, sempre se faz presente
Impulsionando-me a seguir e não desistir jamais
Querendo ou não, em tanto somos iguais
Conforta-me até mesmo em minhas coisas mais banais
Dar-nos-íamos tão bem, certo até demais,
Como dois e dois são cinco.

Os pingos de chuva caem lá fora
“Plic-plocs” aos poucos possuem meus ouvidos
Tornando o ambiente mórbido e frio
Por mim, poderia chover o quanto quisesse por lá
Contanto que você estivesse aqui dentro para que eu pudesse lhe falar
Que a vida é sempre mais linda, quando você está
Não é uma tarefa fácil achar palavras para lhe descrever
Sem previsibilidade, é assim que deve ser
Nas mais belas palavras é que encontro você
Pois és minha eterna Bella mais bela
Já não há o que discutir.

Enfim, os pingos de chuva continuam caindo lá fora
Os “Plic-plocs” já possuem meus ouvidos
Tornaram o ambiente mórbido e frio
 E por mim, poderia chover o quanto quisesse por lá.
Contanto que você estivesse aqui dentro, comigo,
E então tudo estaria bem...

** Dedicado à dona de toda inspiração, Isabella de Freitas!
 Obrigada por existir,
Obrigada por ser pra mim,
 tão importante quanto se faz! Sz’
- 17/ 07 / 2011  -  15:18

domingo, 3 de julho de 2011

Antes tarde do que nunca...Seguir!


Tive uma longa caminhada até aqui, mas ultimamente, sem concreta razão, tenho apenas trocado passos.
Talvez tenha eu errado em deixar o coração entregue; mediante a bifurcação, trilhar a estrada incerta. Mas já não me cabia escolha.
Atei minhas mãos as tuas e deixei que me guiasse.Sentia-me segura e feliz. O percorrer tornara-se mais belo e tudo avivava cor. Viajava em ti e deliravas em mim também.
Estranhamente passei a te sentir distante, seu corpo já não mais tão plugado ao meu. Desculpas que se faziam constantes e a ausência que nos tirava o brilho. Teus dedos eu vi os meus deixar.
Oh, doce anjo! Das lindas cores que ainda permaneciam, apenas restou penumbra. E mesmo ali, perante meus olhos, pude ver-te transformar-se em precipício. Com cautela, aproximando-me de tua ferida mais funda, minha voz ecoou teu nome, mas você parecia não me ouvir. Perdida na mórbida solidão e na confusão de momento, não sabia como agir.
Resolvi sentar-me à beira deste precipício e jogar-lhe pedrinhas, gritar por ti a espera de uma positiva reação. Conversava sozinha contigo, e sonhava momentos que nem mesmo chegaram a acontecer.Você me continuava inerte. Por quê? Questiono-te lindo arcanjo.  Teria tudo  se transformado em pó?
Quase que sem vida, cheguei a ouvir sussurros que me fizeram mais uma vez acreditar.Ilusão! Novamente algo passageiro, e eu estocada aqui. Por muito tempo fiquei;sorri,chorei. Te requisitei, e nada de você. Mas a vida deve mesmo ser assim; o vinho da “ Terra do Nunca “ deve lhe ter mais sabor.
Encontro-me olhando-te penhasco abaixo, e por última hora te procuro. Anjo, tuas asas não voltaram à mim! Deves estar bem desejando outros corpos, ou não, é uma possibilidade.
Até este dia estive te esperando por aqui, sentada nestas pedras, aguardando um grito seu. Porém hoje, levanto-me daqui,  viro as costas a ti para seguir outra estrada:  A minha, vida minha!
A cada passo que dou estou mais distante. Mais longe do precipício que me prendia há pouco. Não lhe pedirei que não grites mais por mim, nem  lhe proibirei que isto o faça, só não deixarei por este chão, a certeza de ouvir-te milhas para lá,  nem mesmo  a falsa promessa de olhar para trás, nem tão pouco a injúria de voltar e lhe atender.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Indecisa..


 
   
      Eu, logo eu, que tanto questionava as inúmeras indecisões alheias, aonde estou?
      Já não sei ao certo se a certeza de pouco tempo atrás é a mesma deste amanhecer, e nem mesmo se ela acorda com este. É como se na imensidão da noite as estrelas sumissem. Totalmente insegura permaneço aqui, procurando viáveis e possíveis saídas que sempre finalizam-se em pó.
    Preto ou branco, os dois ou nenhum? É complexo demais optar por razão;a emoção não me deixa.
    Sinceramente já não enxergo a minha determinação, mas continuo seguindo para onde quer que as ondas me levem. Ou estarei eu apenas surfando por aqui?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Escuridão




Esse silêncio amedronta-me
E a ânsia de esperar me assusta
Quebrado apenas por naturais ruídos,
O canto dos pássaros lá fora.
Liberdade deles
 Não há entre essas quatro paredes
Nem falar pode-se
Quem dirá cantar?
Algemada a livres olhos
Em certos momentos
É preciso submeter-se
Confesso, porém que
Voaria para longe
Rumo a minha zona de lazer
Para sair daqui
Escapar daqui
Esvair-me por entre os dedos
Descansar,dormir.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Maioridade: A polêmica dos dias atuais




           A polêmica dos dias atuais vem sendo o debate sobre  a questão da maioridade, da responsabilidade por si próprio a partir dos 16 anos. Argumenta-se porém o contrário, a irresponsabilidade destes em usufruir dos direitos em abundância e dar-se  por ausente os deveres a serem cumpridos.
            Em discussão, já fez-se a seguinte pergunta : “ Sendo o voto um direito permitido aos jovens a partir de 16 anos, por que não as demais responsabilidades?”, porém,votar sem consciência, é algo que prejudica o próprio ser; todavia, comparado a  capacidade de estar ao controle de um veículo tendo ciência dos riscos, da ética e da conduta moral é constatado algo muito mais grave como a morte de outros indivíduos que possam ,por vez, ser inocentes.
            Pondo-se em oposição quanto ao assunto o governo diz que para estas infrações, então, haveria a total responsabilidade do próprio ser em responder pelo atual crime. Tal posição é imatura. Sabendo-se que não há ainda condições de todos,ou ao menos maioria, dos jovens de 16 anos estarem aptos a ter conciência de suas atitudes, puní-los com prisão após o erro não os ensinará a não cometê-los mais.
            Há algum tempo o governo divulgava propagandas e marketing com a seguinte mensagem : “Lugar de criança é na escola”, aonde estará então a preocupação com a educação no País? Enquanto jovens de 16 anos deveriam estar cursando um ensino médio e se preparando para uma vida digna, estão presos por imaturidades que poderiam ser evitadas com a espera de dois anos,se mantida assim a maioridade de 18.
            Portanto, mediante a situação vivida pelo Brasil hoje , e constando sua transição socioeconômica, não seria inteligente das partes de cunho vigente a aprovação à uma lei de apoio a tal aspecto, já que esta traria consigo problemas e abalos nas áreas educacional , política , éticas ,morais e tantas outras compostas pelos jovens do País.